Uma das crenças mais difundidas entre pacientes é a de que a pressão alta (hipertensão arterial) sempre apresenta sintomas evidentes, como dor de cabeça ou tontura. Na prática clínica, porém, essa ideia pode ser bastante enganosa e até perigosa.
Na grande maioria dos casos, a hipertensão arterial não gera sintomas claros. Isso significa que uma pessoa pode conviver por anos com níveis elevados de pressão arterial sem desconfiar disso.
É justamente essa característica silenciosa que torna a hipertensão perigosa. O paciente pode acreditar que está saudável, enquanto danos ocorrem em órgãos importantes como coração, cérebro e rins.
Quando não diagnosticada ou controlada, a pressão alta aumenta o risco de:
Acidente vascular cerebral (AVC)
Infarto agudo do miocárdio (ataque cardíaco)
Insuficiência cardíaca
Doença renal crônica
Alterações na visão (retinopatia hipertensiva)
Esses problemas não aparecem da noite para o dia. Em geral, eles se desenvolvem lentamente, ao longo dos anos, tornando a hipertensão uma verdadeira ameaça silenciosa à saúde.
Existem situações específicas em que hipertensão pode causar sintomas evidentes, geralmente associados a elevações muito significativas e abruptas da pressão arterial (crises hipertensivas). Entre esses sintomas estão:
Dor de cabeça intensa
Visão turva ou alterações visuais
Náuseas e vômitos
Dificuldade para respirar ou dor no peito
Esses sintomas podem indicar uma emergência médica e precisam de avaliação imediata.
O fato de a hipertensão ser silenciosa reforça a necessidade da avaliação médica periódica. Medir regularmente a pressão arterial é simples, rápido e pode evitar complicações graves futuras.
Não espere sintomas para procurar ajuda médica ou verificar sua pressão arterial. A ausência de sintomas não significa que você está livre de risco.
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